Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Divisão de tarefas? Mesmo?




Sempre falei que morar sozinho era bom e ruim ao mesmo tempo, com uma boa vantagem para o bom, mas mesmo assim havia partes bem fodas. Acontece que morar com alguém é mais ou menos a mesma coisa, porém por enquanto as coisas boas e ruins estão, digamos, num empate técnico. Explico.

Lógico que ter alguém que você gosta sempre por perto é legal, mas diferente de quando apenas namorávamos e cada um tinha um endereço diferente, certas coisas não apareciam, como por exemplo, as compras para a casa, as tarefas domésticas, a divisão de direitos e deveres, etc. Lógico que quando eu morava sozinho - ainda moro sozinho, mas cada dia que passa fico mais tempo no apê dela - eu fazia tudo isso no meu tempo, não precisava dar satisfações ou cobrar algo de ninguém, que é o que está acontecendo agora. 

Tá, eu já sabia que isso iria acontecer, mas na prática, a teoria é outra, é tudo chato, ter que perguntar se pode aproveitar a máquina e lavar umas roupas minhas, se pagou o condomínio, por que não comprou o produto que havia pedido, etc, que saco!

Com certeza isso acontece com todo mundo que casa ou que vai morar junto com namorada(o), porém quando você passa um baita tempo sozinho e agora tem que aguentar certas coisas, nos faz pensar se é a coisa certa, se gostar muito de alguém é motivo suficiente para termo que aguentar passar por situações que antes não passava.

Exemplo prático: estamos guardando dinheiro para comprar um carro, então, como ela gerencia melhor o dinheiro do que eu, falei para ela fazer a poupança enquanto eu pago as contas e faço as compras, desde que nenhum dos dois fique no vermelho. Acordo fechado, no primeiro mês já não pode guardar grana porque precisou comprar uma roupa para um evento que eu nem fui convidado, isso porque o armário está cheio de roupas. Ok, vamos lá. No segundo mês, guardou só metade do combinado porque a irmã que mora em outro estado pediu "emprestado" e ai não teve como negar, só que sempre que alguma irmã "empresta" dinheiro dela, nunca "devolvem". PQP!

Esse mês foi tudo bem, dinheiro na conta, até porque ela percebeu que eu não havia gostado do que aconteceu. São essas coisas que me faz pensar se isso vai dar certo. Bem, tenho ainda cinco meses para tentar fazer começar direito, que os deuses me ajude!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nessa mesa de bar


Essa música é perfeita para o dia de hoje, afinal ELA vai se casar, só que no lugar de uma carta, ela me ligou, e por incrível que pareça, eu fiquei bem com a notícia, até porque eu sabia que uma hora isso podia acontecer, então até desejei felicidades, não muitas sinceras é verdade, mas pelo menos não fiquei mal com a notícia.

Até o final do ano eu também vou morar junto com minha namorada, que acaba sendo o mesmo que casar, então não tem muita lógica se eu me sentisse mal, tá certo que passei o dia seguinte pensando bastante nessa situação, não estou sofrendo ou algo assim, só um sentimento de perda, sei lá.

Não vou afogar minhas mágoas como na música, mas também não vou soltar rojões, apenas vou seguir em frente, com a certeza que nossos caminhos ainda se cruzarão no futuro, sei lá como, mas isso é fato.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Mudanças Granero


É, acho que não escaparei, deixarei de living alone para live together. Acho que agora estou preparado para isso, já curti muito a solteirisse, fiz a maioria das coisas que quis, já transei com inúmeras mulheres, de diferentes jeitos, já trabalhei em diversos empregos, já tomei muitos porres, acho que está na hora de compartilhar o dia a dia com alguém.

Ainda não sei se escolhi a pessoa certa, mas com certeza escolhi uma mulher que gosta de mim e quer ficar comigo, o que convenhamos, é um baita progresso, pelo menos devido às minhas últimas relações.

Espero não me arrepender, pelo menos não a ponto de magoar alguém, mas acho que vai dar certo. Tomara. Espero. Rezo.

Dei um prazo até o final desse ano para que eu me mudasse de vez para o apê dela, acho que é o prazo que eu tenho para me despedir de certas coisas, de certos hábitos que me perseguem hoje em dia.

Então é isso, em breve terei que mudar o nome do blog...que nada, ninguém lê isso aqui mesmo, vai ficar do jeito que está.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Living Apart Together

Acho que o chegou o inevitável, vou finalmente morar com alguém. Agora a tal pergunta: com quem? com minha namorada, que parece rezar todos os dias para eu me mudar ou fazer a última e derradeira tentativa de me acertar com Ela? Não sei.

Adoro minha namorada, a amo mesmo, mas não sei o quanto estou disposto a dividir (ainda mais) o meu dia a dia com ela. Até acho que seria feliz ao lado dela, mas sempre teria algo na minha cabeça, sempre teria a dúvida se foi mesmo a decisão certa. É justo viver com essa dúvida? E quando digo se é justo, o faço para ambos os lados, pois mesmo ela não sabendo da dúvida, se eu mudar de idéia e resolver lutar pelo coração Dela, minha namorada sofrerá muito, e isso que me consome todos os dias.

Cada vez menos entendo as atitudes Dela, aliás nem deveria estranhar esse sumiço, essa ausência sem motivo, pois ela sempre faz isso, o imenso email que escrevi à ela está lá, na pasta de rascunhos, pronto para ser enviado, mas será que devo?

Morar com outra pessoa é difícil, tem coisas que me deixam irritado, coisas que gosto de fazer e que sei que minha namorada não gosta, como conciliar essas diferenças, como viver em paz? Abrindo mão de certas coisas, mas será que eu quero mesmo isso? Essas diferenças aconteceriam com qualquer pessoa que eu escolhesse para conviver sob o mesmo teto, é ai que as coisas começam a pegar, não sei quero alguém para dividir tanto assim a minha vida.

Por que não se pode viver como um casal morando em casas diferentes? É tão mais prático, mas cômodo, a gente fica livre de certas coisas, temos mais liberdade, mas independência sem deixar de ter um convívio intenso. A Rita Lee vive assim, ela e o marido Roberto de Carvalho moram no mesmo prédio, mas em apartamentos separados, bem, não sei se ainda estão assim, mas sei que viveram muito tempo assim e eles estão juntos até hoje.

Aguardem os próximos capítulos, quem sabe resolvo alguma coisa

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Canalhisse pura!



E lá se vão quase dois meses de 2012, e eu nem senti passar os dias, aliás, esse é um sentimento geral, é tanta informação, tantos compromissos, tanta coisa para se tomar conta, que não vemos as horas passar, num piscar de olhos se vçao dias, meses, anos, é preciso frear a vida, senão não teremos tempo de vivê-la!

Estou novamente num dilema, o mesmo que me atormenta nos últimos vinte anos, desde que dei o primeiro beijo na mulher da minha vida, e que depois a deixei partir, mas o problema é que ela nunca foi embora de vez, pelo contrário, de tempos em tempos, ela aparece para bagunçar minha vida, o que é foda, pois eu sou um FDP que deixo ela fazer isso, mesmo quando eu estou me ajeitando, colocando as coisas nos eixos, tomando um rumo, eu me abro todo para ela fazer o que quiser no meu coração. Foda!

Mas o grande culpado sou eu, ela apenas fica acessível de vez em quando e eu me aproveito disso, afinal ela é a mulher da minha vida, ai ela se sente confortável e vai minando minhas defesas, e depois some, como num passe de mágica, mas é tudo culpa minha, 100% dela.

Então por que não brigar de vez por ela? Por tantos motivos que nem sei se algum tem validade, mas o principal é que eu não sei o que ela sente, mesmo a conhecendo quase minha vida inteira, eu as vezes não sei o que passa na cabeça dela, de verdade, e isso me deixa sem saber o que fazer. Tem outro motivo também, não estou sozinho, estou namorando há oito meses uma pessoal maravilhosa, que me adora - até demais as vezes, que quer ficar comigo, que me aguenta, que realmente quer ficar ao meu lado o resto da vida, mas eu não sei se é com ela que eu quero passar o resto dos meus dias, não sei mesmo, nem sei se quero passar com alguém a segunda metade da minha vida, porque cada vez mais eu vejo pessoas infelizes em seus relacionamentos, sofrendo com divórcios e separações, que me desanima pensar que eu posso passar por isso.

Eu acho que um relacionamento pode até dar errado, mas tem que começar com a total certeza do sucesso, senão melhor nem começar, e é justamente isso que me impede de me casar ou mesmo morar junto com minha namorada, não sei se quero isso pra sempre.

Faz quase cinco anos que moro sozinho e acho que esse período me fez mal, pelo menos no que diz respeito a relacionamentos, pois consegui estragar pelo menos três que poderiam começar bem, e acho que estou indo pro quarto, não sei o que acontece, sempre tive um problema de não terminar as coisas que começo, desde de cursos na adolescência a pintura do quarto vazio no apartamento, eu começo e logo me enche o saco e deixo de lado, mas quando isso só afeta a mim, tudo bem, mas o problema que muitas vezes eu faço besteiras que magoam as pessoas, e isso acaba me consumindo depois. Até hoje tem vergonha do papelão que fiz quando estava saindo com uma menina linda, que me adorava, mas que por ser dez anos mais nova, era um tanto ingênua, e eu não tive a sensibilidade de perceber isso e tratá-la como devia, na verdade, fui um baita canalha. Me envergonho só de pensar nisso.

E esout prestes a fazer algo parecido, não que estou sendo canalha, pois não estou, mas é que não sei como conduzir essa situação, não sei como evitar um sofrimento maior que o que sei que provovarei. E tudo isso porque sou um bunda mole que não consegue por fim nas coisas do passado.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Feliz Ano Velho!

Ano começando da mesma maneira que terminou o anterior, com muitas decisões a serem tomadas, dúvidas, encrencas, dívidas (menos que o normal, o que é bom) e o mesmo marasmo de sempre.

Não gosto da época do Natal e Ano Novo, é tudo forçado, chato, exagerado, e também me faz lembrar de muitas coisas, saudades vem à tona com mais força, o que nem sempre é bom, pois acabo ficando parecendo um velho ranzinza, que não acha graça em nada. Foda.

Sinto falta da minha irmãzinha, as vezes me pego imaginando como seria minha vida se ela ainda estivesse viva, se eu teria mais sobrinhos, onde ela estaria morando, onde eu estaria morando, afinal moro no apartamento que seria dela. Ela se foi jovem demais, com muita coisa a fazer ainda, mas deixou um exemplo de luta que nunca havia visto, sempre falo para as pessoas que se tivesse sido eu que estivesse tido leucemia, eu teria morrido com um quarto do tempo que ela aguentou, pois nunca tive a fé que ela tinha, posso até ser mais forte, mas a esperança e a vontade de viver dela era algo incrível.

"Deus não joga dados com o universo."

Einstein sabia das coisas, mas acho que Deus perdeu quando levou minha irmã, pois o universo seria lugar melhor com ela por aqui, pelo o meu mundo seria.

Já escrevi outras vezes aqui sobre meu medo de perder alguém próximo, ano passado perdi minha madrinha, era minha tia preferida, me sentia como um filho quando ia em sua casa. Ela se foi meio que sem ninguém esperar, nem pude dar o último abraço e o último beijo nela. Saudades suas, Tia Landa.

Hoje ainda sinto esse medo, meu pai completou 69 anos, e minha mãe 62, e apesar de gozarem de uma boa saúde, não são crianças, estão já na descendente da curva da vida, espero que meus futuros filhos possam conviver com eles, acho isso de suma importância para a formação de uma criança, avós - em sua maioria - são ótimo exemplos, apesar que tem alguns FDP por ai, os meus pais são excelentes avós.

Só não tenho medo de morrer, só não quero sofrer, mas a morte é parte da vida, ninguém escapa dela, seja o rato, o gato ou o homem, não tem rico, pobre, forte ou fraco, todos irão conhecer a foice amiga. E depois que ela aparecer, haverá um grandioso e enorme NADA. Pelo menos é isso que eu espero. Quero viver muito ainda, mas não tenho a idéia de Paraíso, principalmente aquele das igrejas, sou mais prático, bateu as canelas, acabou, não tem mais nada, só sobra uma carcaça e as lágrimas das pessoas, e mesmo essas tem um prazo para acabar.

Então é por isso que quero ficar muito por aqui ainda, quero poder ver o futuro, ver até onde o homem vai. E nesse caminho, vou sentindo saudades das pessoas que já foram para o nada, mas que marcaram minha alma e meu coração.

Feliz 2012!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mais do mesmo

Estou namorando há seis meses, confesso que é bem diferente do meu último namoro, que terminou há oito anos e durou seis anos e meio. Nesse, tudo foi muito mais rápido, dormimos um na casa do outro, fazemos planos de comprar um carro ano que vem, ter filhos daqui a dois ou três anos, etc. No outro tivemos mais tempo para curtição, sem se preocupar com o futuro, tá certo que éramos jovens, mas acho que foi essa despreocupação com o futuro que fez com que acabasse, sei lá.

Sei que já estou numa idade onde a maioria dos homens já estão casados, com filhos, numa crescente na carreira, mas acho que perdi esse bonde, não que ainda ache que tenho que fazer coisas de quando eu tinha 20 anos, tive uma juventude bem agitada, não tenho muito o que reclamar, mas acontece que não sei se quero isso agora. Minha namorada vive dizendo que devemos morar juntos o mais breve possível, mas eu nem penso para responder que é cedo ainda, que ainda temos que nos estruturar, blá, blá. Na verdade não tenho certeza se é com ela que quero fazer isso, ela é super legal, bonita, gostosa, o sexo é muito bom, responsável, independente, mas tem uma coisa que me incomoda - e muito, ela é muito grudenta, quer ficar o tempo todo juntos, se no domingo à noite falo que vou pro meu apê, ela já fica de bico. Porra, quero poder assistir aos gols do meu Timão sossegado, sem ter que dar atenção à ela, mas vai fazer ela entender isso.

E como sempre acontece na minha vida, toda vez que eu estou me aprumando emocionalmente, ELA aparece, dessa vez foi com a desculpa de dar os parabéns no meu aniversário, acontece que ficamos um ano sem contato e eu estava bem com isso, mas ela veio toda doce, toda carinhosa, ai véio, fodeu. Não nos vimos, apenas nos falamos via email e telefone, e mesmo sem combinar nada, não tocamos no assunto namoro, nem o dela, nem o meu, aliás, é a primeira vez que estou realmente namorando depois dela, e ela nem perguntou o nome da minha namorada, aliás, nem precisava, tem Facebook pra quê, né.

E confesso que estou abalado, nem acho que ela vá largar tudo e voltar correndo para meus braços, tem muita coisa envolvida, como sempre teve, mas acontece que não temos mais 20 anos, onde tudo é permitido, ambos tem 34 anos - ela faz no próximo dia 12 - e também está namorando, mas acontece que só de ouvir a voz dela, já me deixa tonto, fora de sintonia, literalmente atordoado.

O mais foda, é que por causa dela que demorei tanto tempo pra namorar sério de novo, de tempos em tempos ela aparecia e um turbilhão de sentimentos arrebatava o meu ser, ela nem imagina o poder que tem sobre mim.

Estou num dilema maldito, posso ir morar com minha namorada, que não tenho certeza se é a mulher da minha vida, posso ficar sozinho de novo e voltar pra vida desregrada de antes, não que isso seja tão ruim, gostava dessa vida, mas é que acho que to um pouco de saco cheio. Ou ainda fazer uma última loucura e tentar reconquistar aquele que sempre será o maior amor da minha vida, mesmo sabendo que minhas chances são ridículas.

Não sei que caminho tomar.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Quase quatro anos morando sozinho, inúmeras experiências vividas, outras tantas que deveria ter vivido mas que por motivos diversos passaram direto.

A menina com quem eu mantinha (mantenho?) um relacionamento apenas sexual eventual decidiu morar sozinha, comprou um apartamento, móveis e tudo mais e no último final de semana, saiu da casa dos pais. Nem sei mais quantos amigos meus moram sozinhos, acho que finalmente o jovem brasileiro está percebendo que não precisa ir para outra cidade estudar para poder sair da barra da saia da mamãe, pode-se mudar pra rua de trás e ser independente ao mesmo tempo, se bem que quanto mais perto forem as casas, menos independente você será. Eu mesmo moro do outro lado da cidade, não é tão longe, mas a vizinhança é totalmente outra, meus pais não veem meu apartamento como sendo apenas meu quarto, é minha casa, meu lar, hoje me sinto visita na casa deles!

Já postei várias vezes minhas impressões sobre morar sozinho, vantagens e desvantagens, etc, e hoje percebo que não fosse minha decisão de sair de casa, talvez não tivesse tidos metade das experiências citadas acima, ainda seria um cara independente, mas que ainda deve satisfações diárias aos pais, o que chega a ser uma contradição.

Estou começando a achar que preciso achar uma cara metade, pois a solidão enche o saco as vezes, mas antes tenho que resolver umas coisinhas.

Em tempo: Morena, boa sorte na casa nova, logo experimentarei sua cama nova!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Morar sozinho ou "sozinho"?



Qual a diferença entre morar sozinho, sozinho mesmo, sem mais ninguém na casa, ou dividir o teto com uma ou mais pessoas que não sejam da família?

Quando sai da casa dos meus pais, tinha a total certeza - continuo tendo - de que queria morar sozinho, sozinho, sem mais ninguém, pois um dos principais motivos da mudança era justamente ter privacidade, e com mais alguém em casa, essa comodidade seria prejudicada.

Confesso que as vezes gostaria de ter alguém em casa, para dividir as contas e tarefas, mas principalmente para ter com quem conversar, mas ai penso no inverso, e quando eu não estivesse afim de conversar, acabaria obrigado a tal ato, ou me trancar no quarto, ou seja, voltaria ao tempo de quando estava na casa dos meus pais.

Essa semana, uma prima que morava em Araraquara se mudou pra cá, ela vai dar aula na Universidade Federal, e ela me pediu ajuda para achar um lugar para ela ficar, que fosse caminho da Universidade, etc. A princípio pensei em oferecer o outro quarto do meu apê, que está totalmente vazio, pelo menos até ela se ajeitar na cidade. Mas não fiz, não que eu não goste dela, mas que apesar de ser minha prima, o único contato que tive com ela foi via MSN e email, antes dela vir para cá procurar um lugar pra ficar, nem da cara dela eu lembrava, é uma total estranha para mim.

Não sei se fiz certo, mas o principal motivo para não oferecer abrigo foi que não queria perder minha privacidade, ainda mais com uma pessoa desconhecida. Acho que não conseguiria viver numa república só com pessoas que não conhecesse muito bem, ou estou ficando velho e com tantas manias, que não quero ninguém me enchendo o saco, acho que é isso.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ô, dúvida cruel!

O que você faria se uma mulher, pela qual você já foi apaixonado e que hoje nutre apenas uma enorme amizade e vontade de transar com ele, nada além disso, chegasse para você e falasse: "Se você cuidar da sua saúde, eu transo com você, até mesmo caso e te dou um filho, pois você tem tudo que um homem pode ter para eu me apaixonar"?

Ela se referia a fato de eu ser gordo, e como tal, a probabilidade de ter problemas no futuro ser maiores, e ela quer que o pai do filho dela dure pelo menos até a formatura da faculdade dele.

Querendo ou não, é um baita incentivo para eu deixar de sedentarismo e vagabundagem e perder muitos quilos.

Acho que 2011 terei que suar muito a camisa.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

E ai, Zé!

Hoje em dia falar que temos amigos ficou complicado, afinal, temos amigos ou contatos no Facebook, MSN, Orkut, Twitter, etc.?

No meu MSN tem uns quarenta contatos, dos quais converso com dez, no máximo e isso raramente. Facebook mais 150, que troco poucas mensagens, vejo as fotos de uma viagem para Caldas Novas que minha tia fez e só. Orkut só mantenho porque, porque...nem sei mais.

Tem o Twitter, pouco mais de 20 pessoas me seguem, acho que não falo muita coisa interessante, ou meus amigos ainda não sabem o que é o Twitter, vai saber.

Ainda mantenho contato com alguns amigos de infância, alguns com mais freqüência, outros apenas no dia da eleição, pois eu era mesário e quase todo mundo vota na escolinha do bairro onde crescemos, e é sempre aquela coisa, a cada dois anos as mesmas perguntas, se casou, teve filhos, mudou de emprego, etc., nada muito chato, apenas repetitivo.

Apesar de até já ter sido convidado para ser candidato a vereador na época da faculdade - o que não fiz, afinal tenho o mínimo de vergonha na cara, hoje mantenho um ciclo pequeno de amigos, porém, amigos de verdade, uns oito da época da faculdade, de quem já fui padrinho de casamento, já transei com duas das meninas, e hoje são os primeiros a serem lembrados para um churrasco.

Tenho alguns amigos de boteco, que só os encontro com copos na mão, e esses só pra falar de futebol ou da gostosa da mesa ao lado, nada sério, mas que é bom tê-los. Tenho algumas amizades que nem sei direito de onde surgiram, algumas eu conservo, pois são pessoas que me fazem bem e sei que sentem o mesmo por mim.

Alguns amigos que moram na gringa e que por incrível que pareça, tenho mais contato do que com meu vizinho, que, aliás, nem sem o nome.

Não sei, são tantos números, tanta gente, será que é necessário todo esse contato, essa exposição, essas informações? Duvido. Dos meus melhores amigos, eu tenho o número do celular, quando dá saudades, e isso acontece sempre, disco meia dúzia de números e me lembro como é bom poder falar "E ai, zé!" e ouvir de volta "E ai, zé!", sem que nenhum dos dois tenha José no RG.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A possível perda de alguém

Alguns dias atrás morreu minha tia, que também era minha madrinha e como tal, uma segunda mãe. De longe, era a tia que eu mais gostava, não só porque ela me tratava literalmente como um filho, mas porque nunca ouvi ninguém da familia falar um vírgula dela. Ninguém! Não to falando que ela era uma santa, mas é dificil alguém passar ileso pelas línguas afiadas dos parentes, isso em qualquer família, sempre alguém falará mal de fulano ou cicrano, mas não minha tia Landa.

A morte dela me fez repensar o que escrevi tempos atrás, sobre o medo das coisas, e dentre elas, a de perder alguém próximo. Minha tia era dois anos mais velha que minha mãe e uns cinco mais nova que meu pai, e é ai que o medo aumenta, tanto minha tia, como meu pai tem diabetes, de tipos diferentes, mas a tem, e ontem, passando rapidamente pela casa dos meus pais, fico sabendo que meu pai passou mal por causa de uma inflamação no cotovelo, que fez aumentar em muito a diabete, e teve que ir ao pronto socorro.

Hoje ele já está melhor, até voltou a trabalhar, mas o que me preocupa é que ele não se cuida, vive comendo doce, não toma direito os remédios, não faz exercicios, nada!

Até pareço um urubu falando desse assunto novamente, mas pô, tá foda!

Meu pai me chama de cabeça dura, teimoso, que não me esforço pra entrar em forma, etc, mas ele não faz nada pra se cuidar, sóquer saber de trabalhar e tomar aquelas porcarias "naturais" que ele ouve nos programas de rádio AM

terça-feira, 13 de abril de 2010

Estou chegando aos 3 anos de mudança, faltam 3 meses. Três anos que resolvi dar um jeito na minha vida, arranjando mais problemas do que soluções. Nesses três anos passei por situações que nunca imaginaria passar, desde a falta total de grana, até acordar duas noites seguidas com mulheres diferentes ao lado, e nunca mais as vê-las, enfim, coisas que só passei porque decidir ir morar sozinho.

Já falei diversas vezes que morar sozinho é bom e ruim ao mesmo tempo, mas que na balança, o lado legal sempre pesa mais. Acontece que estou enjoando de morar sozinho, não quero voltar pra casa dos meus pais, não é isso, mas acontece que cansei de passar metade do dia sem ter com quem falar, com quem dividir uma pizza, com quem ficar bravo, essas coisas que pra quem mora sozinho é impossível.

Até pensei na possibilidade de transformar o apto em uma mini-república, talvez dividir com mais uma pessoa, sei lá, já que arranjar uma doida que me ature por muito tempo está difícil.

Pensei também em me mudar, sair do apartamento e alugar uma casa, assim teria mais espaço, e consequentemente, mas visitas dos amigos e família, mas acho que isso não resolveria.

Novamente, não sei muito o que fazer. Ultimamente ando mais indeciso que adolescente escolhendo qual vestibular prestar.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O que fazer quando nada mais dá certo?!


Sabe quando nada mais dá certo na vida? Então, estou nessa fase. Sei que isso passa, mas tem horas que me pergunto por que os problemas não podem vir um de cada vez, no lugar de caírem todos na sua cabeça de uma só vez.

Domingo de Carnaval, aluguei dois filme pra poder fugir do massacre de samba da TV, "Distrito 9" e "Scarface", um lançamento e outro clássico. Distrito 9 é uma merda de filme, muito idiota já Scarface, até os 55 minutos é um baita filme, mas o disco resolveu emperrar e ficava parando e pulando cenas toda hora, acabei desistindo e fui devolver os DVD, e como a locadora fica justamente na avenida onde iriam passar alguns trios-elétricos, saindo da locadora, resolvi fazer um outro caminho, como tinha polícia pra todos lado, acabei sendo parado numa blitz, até ai normal, se não tivesse esquecido de pagar o licenciamento da minha moto e o policial acabou guinchando minha moto, uma beleza!

Como nessa porra de país as coisas só funcionam depois do Carnaval, só consegui resolver a documentação na quinta-feira, e só peguei a moto na sexta! Sexta! Um absurdo!

E como não esperava gastar quase mil reais em documentação, guincho, etc, etc, tive que me virar para arranjar a grana, acabei tendo que vender minhas férias, mais um ano se descanso.

Na quarta, depois de ter trabalhado segunda e terça de Carnaval, minha ex liga pra saber como eu estava, que estava com saudades, blá, blá, blá. Porra, 5 meses atrás ela pediu pra eu me afastar, sem dar nenhum motivo, nem nada, agora liga querendo saber como eu estava, vai pra puta que pariu!! Só serviu pra deixar ainda mais puto da vida.

Ontem, domingo, quando as coisas pareciam estar mais tranqüilas, recebo uma ligação de uma mina que eu tô louco de vontade de dar uns pegas, perguntando o que eu estava fazendo e que estava entediada, pensei: Perfeito! Vou me dar bem!

Marcamos em um barzinho susse, perfeito pra jogar o papo de aranha pra cima dela. Chego, encosto a moto e quando vejo, ela e mais uma amiga, até ai tudo bem, bebemos, conversamos, ouvimos música, e eu vendo que não iria rolar nada, até desencanei. Pedimos a conta e como a amiga dela foi ao banheiro e ela estava ao telefone, acabei pagando, apenas esperando que elas fosse pagar a parte delas (em um caso desses, não existe essa coisa de cavalheirismo!), quando a amiga dela volta, se despede e vai em direção ao carro, e a mina vem, me dá um beijo de canto de boca e fala pra eu ligar pra ela qualquer dia. Assim, e eu com cara de tonto, fiquei na mão e ainda tive que pagar a conta, sacanagem. Não sou sovina, não ligo de pagar a conta, mas o foda é ser feito de tonto, PQP.

E hoje, segunda-feira, mais uma semana que promete ser filha-da-puta começa...

Como dizia o sábio Hardy: "- Eu sei que não vai dar certo... Oh, dia, oh, céus, oh, azar...".

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dia dos Pais

Ontem foi o Dia dos Pais. Não comprei presente para o meu, ele sempre reclama dos presentes, não liga muito para isso e estou sem grana, juntando isso tudo, sobrou apenas um abraço e um beijo que dei nele.
Fomos todos almoçar na casa dele, minha mãe preparou nhoque que estava muito bom, a criançada correndo pra cima e pra baixo, tudo ia bem.
Quando minha irmã e meu irmão foram embora com suas respectivas trupes, no silêncio da sala com a televisão ligada, sobou apenas meu pai olhando pro infinito, pensativo, triste até.
Não tive coragem de interrompê-lo, apenas disse tchau e fui para minha casa.
Meu pai não é de muitas palavras, muito pelo contrário, foram raras as nossas conversas sobre amenidade, sempre que conversamos, ou é pra discutirmos ou pra ele reclamar de algo. Tudo bem, lido bem com isso, sei que é o jeito dele, e não será agora que reclamarei disso. Nunca fui o melhor filho do mundo, bati muita cabeça por ai, mas nunca aprontei feio, meu pai nunca precisou me buscar em algum lugar porque eu tinha arrumado confusão ou mesmo trouxe problemas sérios pra dentro de casa, isso tudo pela educação que ele me deu e também por um pouco de medo, que infelizmente ainda conservo um pouco, mesmo sendo homem crescido.
Tenho algumas mágoas do meu pai? Claro que tenho! Mas como disse acima, isso nunca me prejudicou ou me tornou uma pessoa ruim, afinal ele é meu pai, e também não é perfeito, natural que tenhamos algumas rusgas.
Mas ontem, quando me despedi dele, a tristeza parecia que o estava consumindo. Boa parte dessa tristeza se deve ao fato da briga eterna do meu irmão e minha irmã, ele não se falam, desde sei lá quando, sempre acontece algum encrenca em dias festivos, uma merda. Isso deixa meus pais, e principalmente meu pai indignado e triste, muito triste. Nenhum dos dois tem razão, mas meu irmão tem menos razão ainda.
Sei que a tristeza do meu pai, em grande parte também, é pela saudades da Carla, minha outra irmã que morreu há 10 anos, vitima de leucemia, ela era noiva na época, tinha comprado um apartamento - que é onde moro hoje, estava fazendo uma segunda faculdade, uma vida inteira pela frente, mas infelizmente mesmo com o transplante de medula, a doença venceu a guerra.
Pai nenhum deveria enterrar um filho, isso é contra a natureza, o correto é os mais jovens enterrar os mais velhos. Acho que meu pai nunca se recuperou e nunca se recuperará da perda.
Ontem vi meu pai triste e não tive coragem de ir lá consolá-lo. Acho que pelo meu medo ou sei lá o que. Mas perdi uma oportunidade que nunca deveria ter perdido.
Sr. Carlos, Feliz Dia dos Pais!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

quando não se sabe o que fazer?

Todo mundo já ficou sem saber o que fazer em relação a algum assunto, situação, decisão, etc, mas e quando não se sabe o que fazer sobre todos os aspectos da vida?

To parecendo cachorro em dia de mudança, não sei se tento um novo emprego, comum salário melhor - tenho uma estabilidade absurda no atual - mas com com a incerteza da instabilidade. Não sei o que fazer sobre minha saude, preciso perder peso pra melhorar o colesterol, mas não consigo fazer a maldita dieta e os exercicios. Não sei o que faço sobre a maldita que ficou de resolver a vida dela pra talvez a gente se resolver. Não sei como pagar a fatura do cartão. Tá foda...

Acho que vou me mudar pro polo sul...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O amor é supervalorizado demais

A frase acima pode parecer estranha, mas é a mais pura verdade, por que todos buscam e lutam uma vida inteira para achar o grande amor de suas vidas? Por que apenas lealdade e amizade verdadeira não bastam? Por que todos temos que ter um amor na vida? Não podemos amar muitas pessoas ao mesmo tempo, sem que isso seja mal interpretado?

Amar cansa, desgasta, emburrece, machuca, e o saldo é sempre negativo. Você conhece uma pessoa legal, e logo é cobrado se há amor no relacionamento, puta que pariu!

Não dá pra conviver com alguém mais intimamente sem que haja amor? Até mesmo casar sem amor e ainda sim ser feliz?

Nunca usei tantas exclamações num mesmo texto, mas seu eu tivesse as respostas, não precisaria fazer esse post.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O mundo gira, mas gira muito mesmo

No post anterior falei sobre formas de comunicação, e que havia comprado um celular TIM para falar com uma pessoa em especial. Então, o enorme investimento de 58 reais do aparelho já foi pago, pois falei mais de 6 horas com essa pessoa em apenas dois dias, mas isso é o que menos importa, o que vale mesmo foi o conteúdo das conversas.

Essa pessoa é uma ex, mas não uma ex qualquer, é "a ex", a ex que nunca deveria ser ex, a que me faz perder o sono toda vez que lembro dela, que me faz acordar excitado depois de um sonho caliente, ainda sentindo o cheiro dela, cheiro que me deixa doido só de lembrar, não é o perfume, mas sim o cheiro da pele dela, coisa de doido.

Ouvi com todas as letras e em alto e bom som "não estou feliz, vou jogar tudo para o alto", só essa frase me deixaria entusiasmado, mas ela disse mais, disse que ela sente minha falta, que não consegue se desligar de mim, etc, etc.

A idade e os tropeços me trouxeram experiência, e é nessas horas que podemos usar esse recurso. Se fosse há um, dois anos atrás, eu estaria nas nuvens, só esperando a hora de tê-la novamente em meus braços, mas agora as coisas mudaram, não que não me sinta assim, porém hoje percebo que existem muitas outras coisas envolvidas nessas relações, os famíliares é uma delas, não dá ignorar a opinião deles, não podemos deixar de ser feliz por causa deles, mas que pesa, pesa.

A diferença dessa possível volta, é que não seremos mais namorados apenas, se acontecer, deixarei de viver sozinho, não tenho mais saco pra programinhas de namorados, quero ela do meu lado full time, quero acordar todo dia com ela, quero ela por inteira, não apenas aos fds.

Agora é esperar pra ver.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

2 anos!!


Amanhã faz dois anos que me mudei. Dois anos legais, onde aprendi um monte de coisas, um ano onde mudei radicalmente minha opinião sobre um monte de coisas. Dois anos que conheci muita gente legal, outras nem tanto. Dois anos onde fiz mto sexo. Dois anos de mudanças.

Foram dois anos complicados também, onde deixei minha saúde um pouco de lado, mesmo tentando não fazê-lo. Dois anos financeiramente horríveis, afinal to quebrado já faz um tempo. Dois anos onde aprendi o real sentido da palavra solidão. Aprendi a praticamente "morar" com os vizinhos, o que é muito ruim.

No balanço geral, acho que foram dois anos medianos, teve muita coisa boa, mas teve muita coisa ruim. Espero que no 3º aniversário as coisas estejam melhores.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Morar sozinho faz mal

Cheguei a conclusão que morar sozinho faz mal. Mal para o corpo, pois como não sou um bom cozinheiro, acabo comendo muita porcaria, o que leva a uma vida mais sedentária e todos os males que isso trás. O fato de ter menos grana sobrando, faz mal para as finanças e consequentemente para o sono e as preocupações.
Faz mal para as amizades, isso até é estranho, porque pensei que quando morasse sozinho, teria visitas de meus amigos dia sim, dia também, mas acontece que vejo cada vez menos eles, não sei se isso acontece pelo fato de morar sozinho apenas, mas é um dos fatores.
Faz mal pro coração. No sentido figurado, pois morar sozinho, não ter com quem conversar, namorar, transar, dar risada, é foda.
Morar sozinho faz com que tenhamos manias chatas, daquelas que ninguém aguenta, as vezes nem nós mesmos.
Morar sozinho é chato, monótono, dificil, financeiramente foda, mas mesmo assim não abro mão dessa condição.