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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A possível perda de alguém

Alguns dias atrás morreu minha tia, que também era minha madrinha e como tal, uma segunda mãe. De longe, era a tia que eu mais gostava, não só porque ela me tratava literalmente como um filho, mas porque nunca ouvi ninguém da familia falar um vírgula dela. Ninguém! Não to falando que ela era uma santa, mas é dificil alguém passar ileso pelas línguas afiadas dos parentes, isso em qualquer família, sempre alguém falará mal de fulano ou cicrano, mas não minha tia Landa.

A morte dela me fez repensar o que escrevi tempos atrás, sobre o medo das coisas, e dentre elas, a de perder alguém próximo. Minha tia era dois anos mais velha que minha mãe e uns cinco mais nova que meu pai, e é ai que o medo aumenta, tanto minha tia, como meu pai tem diabetes, de tipos diferentes, mas a tem, e ontem, passando rapidamente pela casa dos meus pais, fico sabendo que meu pai passou mal por causa de uma inflamação no cotovelo, que fez aumentar em muito a diabete, e teve que ir ao pronto socorro.

Hoje ele já está melhor, até voltou a trabalhar, mas o que me preocupa é que ele não se cuida, vive comendo doce, não toma direito os remédios, não faz exercicios, nada!

Até pareço um urubu falando desse assunto novamente, mas pô, tá foda!

Meu pai me chama de cabeça dura, teimoso, que não me esforço pra entrar em forma, etc, mas ele não faz nada pra se cuidar, sóquer saber de trabalhar e tomar aquelas porcarias "naturais" que ele ouve nos programas de rádio AM

terça-feira, 20 de julho de 2010

Medo


Sempre disse que não tinha medo de nada, nem de altura, de agulhas, de velocidade, de nada! Porém hoje percebo que isso é mentira, tenho medo sim e de muita coisa.

Tenho medo por exemplo da morte de alguém próximo, já perdi minha irmã para uma doença filha da puta, e sonhei em menos de duas semanas que meu pai e meu meu irmão haviam morrido, meu pai não lembro como foi, mas meu irmão tinha morrido de ataque cardíaco durante o salto de paraquedas que ele fez essa semana. Besteiras, mas os sonhos foram tão realistas que me assustaram e me fizeram pensar muito se isso, o que me gerou um medo que nunca tive.

Como uma coisa sempre leva a outra, percebi que tenho mais medos que gostaria. Tenho medo de cachorro que eu não conheço, tenho medo de ser assaltado, tenho medo de cair de moto e ficar com seqüelas, e tenho medo de ficar sozinho, de envelhecer sozinho. Esse último talvez seja o que mais me apavora no momento, pois não vejo perspectiva de mudanças, sejam por minha culpa, seja por falta de sorte, sei lá.

Ainda hoje, com 32 anos, ainda tenho medo do meu pai, é algo mais forte do que eu. Não medo de apanhar depois de uma travessura, mas medo de decepcioná-lo, de não atender as expectativas que ele tinha sobre mim, o que acho que não atenderei nunca mesmo.

Sei que de um corajoso inveterado, passei a um mero medroso.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tenho medo

Nunca fui um cara medroso, não tenho problemas com altura, velocidade, animais peçonhentos, nada, é lógico que não fico subindo no telhado sem uma proteção, corro a 200 km/h de moto se capacete ou fico brincando com um escorpião, mas medo, medo, não tenho.

Tenho o maior respeito por cachorros que eu não conheço, não sou muito fã de barcos, afinal não sei nadar, e definitivamente nunca tive medo da morte.

Acontece que de um tempo pra cá, andei com medo de algumas coisas, como por exemplo, medo de perder meus pais, sei lá, eles já não são novinhos, e me peguei algumas vezes pensando em como reageria quando acontecesse, fiquei até meio assustado.

Mas o que mais está me tirando o sono, é o medo de ficar sozinho no futuro. Todos meus amigos da minha idade já estão casados ou já se arrumaram, menos eu. Muito já tem filhos, que é algo que eu sempre quis, e agora sinto que o tempo está passando rápido demais, e não terei tempo de fazer tudo o que gostaria.

Pode ser paranóia, mas acontece que estou com medo.