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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A possível perda de alguém

Alguns dias atrás morreu minha tia, que também era minha madrinha e como tal, uma segunda mãe. De longe, era a tia que eu mais gostava, não só porque ela me tratava literalmente como um filho, mas porque nunca ouvi ninguém da familia falar um vírgula dela. Ninguém! Não to falando que ela era uma santa, mas é dificil alguém passar ileso pelas línguas afiadas dos parentes, isso em qualquer família, sempre alguém falará mal de fulano ou cicrano, mas não minha tia Landa.

A morte dela me fez repensar o que escrevi tempos atrás, sobre o medo das coisas, e dentre elas, a de perder alguém próximo. Minha tia era dois anos mais velha que minha mãe e uns cinco mais nova que meu pai, e é ai que o medo aumenta, tanto minha tia, como meu pai tem diabetes, de tipos diferentes, mas a tem, e ontem, passando rapidamente pela casa dos meus pais, fico sabendo que meu pai passou mal por causa de uma inflamação no cotovelo, que fez aumentar em muito a diabete, e teve que ir ao pronto socorro.

Hoje ele já está melhor, até voltou a trabalhar, mas o que me preocupa é que ele não se cuida, vive comendo doce, não toma direito os remédios, não faz exercicios, nada!

Até pareço um urubu falando desse assunto novamente, mas pô, tá foda!

Meu pai me chama de cabeça dura, teimoso, que não me esforço pra entrar em forma, etc, mas ele não faz nada pra se cuidar, sóquer saber de trabalhar e tomar aquelas porcarias "naturais" que ele ouve nos programas de rádio AM

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Parabéns Pai!


Hoje é aniversário do sr. Carlos, meu pai. Meu pai é daqueles pais que sempre fizeram de tudo para criar os filhos bem, dar boa educação, tanto escolar, quanto de formação mesmo. Nunca vi meu pai brigar com alguém, nem mesmo com minha mãe, foram raras, mas raras mesmo, as vezes que os vi tendo uma discussão mais rispida, não que isso nunca tenha acontecido, mas nunca na frente dos filhos.

Tenho algumas mágoas do meu pai, mas entendo perfeitamente que isso é normal, não existe pai perfeito, assim como eu estou longe de ser o filho perfeito, e juntando essas imperfeições, sei que meu pai fez um belo trabalho na criação dos quatro filhos, mesmo que um deles não reconheça isso, mas isso nem vale a pena comentar.

Mesmo achando muito improvável que meu pai leia esse post, ai vai:

FELIZ ANIVERSÁRIO, PAI!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dia dos Pais

Ontem foi o Dia dos Pais. Não comprei presente para o meu, ele sempre reclama dos presentes, não liga muito para isso e estou sem grana, juntando isso tudo, sobrou apenas um abraço e um beijo que dei nele.
Fomos todos almoçar na casa dele, minha mãe preparou nhoque que estava muito bom, a criançada correndo pra cima e pra baixo, tudo ia bem.
Quando minha irmã e meu irmão foram embora com suas respectivas trupes, no silêncio da sala com a televisão ligada, sobou apenas meu pai olhando pro infinito, pensativo, triste até.
Não tive coragem de interrompê-lo, apenas disse tchau e fui para minha casa.
Meu pai não é de muitas palavras, muito pelo contrário, foram raras as nossas conversas sobre amenidade, sempre que conversamos, ou é pra discutirmos ou pra ele reclamar de algo. Tudo bem, lido bem com isso, sei que é o jeito dele, e não será agora que reclamarei disso. Nunca fui o melhor filho do mundo, bati muita cabeça por ai, mas nunca aprontei feio, meu pai nunca precisou me buscar em algum lugar porque eu tinha arrumado confusão ou mesmo trouxe problemas sérios pra dentro de casa, isso tudo pela educação que ele me deu e também por um pouco de medo, que infelizmente ainda conservo um pouco, mesmo sendo homem crescido.
Tenho algumas mágoas do meu pai? Claro que tenho! Mas como disse acima, isso nunca me prejudicou ou me tornou uma pessoa ruim, afinal ele é meu pai, e também não é perfeito, natural que tenhamos algumas rusgas.
Mas ontem, quando me despedi dele, a tristeza parecia que o estava consumindo. Boa parte dessa tristeza se deve ao fato da briga eterna do meu irmão e minha irmã, ele não se falam, desde sei lá quando, sempre acontece algum encrenca em dias festivos, uma merda. Isso deixa meus pais, e principalmente meu pai indignado e triste, muito triste. Nenhum dos dois tem razão, mas meu irmão tem menos razão ainda.
Sei que a tristeza do meu pai, em grande parte também, é pela saudades da Carla, minha outra irmã que morreu há 10 anos, vitima de leucemia, ela era noiva na época, tinha comprado um apartamento - que é onde moro hoje, estava fazendo uma segunda faculdade, uma vida inteira pela frente, mas infelizmente mesmo com o transplante de medula, a doença venceu a guerra.
Pai nenhum deveria enterrar um filho, isso é contra a natureza, o correto é os mais jovens enterrar os mais velhos. Acho que meu pai nunca se recuperou e nunca se recuperará da perda.
Ontem vi meu pai triste e não tive coragem de ir lá consolá-lo. Acho que pelo meu medo ou sei lá o que. Mas perdi uma oportunidade que nunca deveria ter perdido.
Sr. Carlos, Feliz Dia dos Pais!